Tesouro Direto: taxas caem após recuo da produção industrial em maio

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Tesouro Direto: taxas caem após recuo da produção industrial em maio

3 jul 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto tiveram queda nesta sexta-feira (3) após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar recuo na produção industrial brasileira em maio. O resultado, abaixo das expectativas do mercado, reforça a percepção de desaceleração da atividade econômica e pode influenciar a política monetária do Banco Central.

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, a produção da indústria diminuiu 0,2% em maio frente a abril, após quatro meses consecutivos de crescimento. O dado ficou abaixo da mediana das previsões de 20 instituições consultadas pelo Valor Data que indicavam alta de 0,3%. As estimativas variavam entre queda de 0,2% e avanço de 2,1%.

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Detalhes do desempenho industrial

Na comparação anual, a produção industrial avançou apenas 0,20% em maio ante o mesmo mês de 2023, também aquém da mediana de 1,3% do mercado. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, o crescimento foi de 0,40%. Apesar disso, o setor está 4,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas permanece 13% abaixo do pico histórico de maio de 2011.

O IBGE destacou que o resultado negativo em maio foi puxado por queda nos segmentos de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%). Essas atividades encerraram cinco meses consecutivos de alta, período em que acumularam ganhos significativos.

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Diversos setores apresentam variações distintas

Na comparação mensal, o recuo da indústria extrativa foi influenciado pela menor produção de minério de ferro, óleos brutos e gás natural. Já entre os derivados de petróleo, álcool etílico e gasolina tiveram queda na produção.

Por outro lado, alguns segmentos registraram contribuições positivas, como produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%). A produção farmacêutica interrompeu quatro meses seguidos de queda. O setor automobilístico segue crescendo pelo quinto mês consecutivo, apoiado por maior produção de automóveis, caminhões e autopeças.

Outros segmentos com alta foram metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos em geral (1,2%), conforme informa o IBGE.

Esse cenário mostra um desempenho setorial elevado, mas o resultado geral indica uma indústria em desaceleração, fator que favoreceu o recuo das taxas do Tesouro Direto nesta sessão.

As informações são do IBGE e Valor Data.

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Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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