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O que é e como funciona a bolsa de valores brasileira?

O que é e como funciona a bolsa de valores brasileira?
  • Publicado em 25 de fevereiro de 2023

Abordar os investimentos sem citar o que é a bolsa de valores é praticamente impossível. Afinal, nesse mercado de renda variável, há como encontrar centenas de investimentos — sendo alguns deles bastante populares entre os investidores. 

Portanto, conhecer esse ambiente de negociação pode ajudá-lo a identificar os principais investimentos disponíveis e a compor uma carteira diversificada. Assim, é possível avaliar as possibilidades e definir se faz sentido aproveitar os ativos e até os derivativos financeiros negociados na bolsa. 

Quer saber mais? A seguir, você descobrirá o que é a bolsa de valores e como ela funciona no Brasil. Acompanhe! 

O que é a bolsa de valores e para que serve? 

A bolsa de valores é um ambiente regulado de negociação de ativos mobiliários. Ou seja, ela funciona como um mercado de investimentos, onde é possível comprar e vender ativos e derivativos financeiros. 

A principal função da bolsa é criar um local que seja seguro para os investidores e os emissores de investimentos. Assim, você conta com toda a infraestrutura e regulamentação desse ambiente e pode evitar problemas com fraudes, por exemplo. 

Qual é a bolsa de valores brasileira e como funciona? 

Apesar de o funcionamento geral das bolsas de valores ser semelhante, cada país tem a própria bolsa. No Brasil, a B3 é a bolsa oficial do país. 

Seu nome é “Bolsa, Brasil e Balcão”. Essa denominação foi criada a partir de uma fusão ocorrida em 2017. O processo envolveu a BM&FBOVESPA e a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip). 

Contudo, a história da bolsa brasileira começou muito antes disso. A criação da primeira bolsa se deu em 1890 — e, pouco depois, ela deu origem à Bovespa, a bolsa de São Paulo. Por volta de 1970, a instituição passou a se destacar no mercado financeiro nacional. 

No começo nos anos 2000, todas as bolsas do Brasil se fundiram na Bovespa, que ganhou ainda mais projeção. Ademais, em 1997, a bolsa já tinha adotado o pregão eletrônico. O último pregão viva-voz, como era conhecida a negociação física de ativos, foi realizado em 2009. 

Quais são os ambientes da B3? 

Para entender o que é a bolsa de valores e como ela funciona, também é importante conhecer os diferentes ambientes de negociação que existem. Na B3, eles são compostos por ativos, veículos e derivativos financeiros, sendo indicados para contextos distintos. 

Na sequência, veja quais são os principais ambientes de negociação da B3 e como eles funcionam! 

Mercado à vista 

O mercado à vista é o ambiente mais conhecido da bolsa de valores brasileira. É nele que o investidor pode comprar e vender ações de empresas listadas na bolsa e cotas de alguns fundos de investimento, por exemplo.  

Entre os fundos disponíveis na B3 estão os fundos imobiliários (FIIs) e os fundos de índice (ETFs). É também o mercado à vista que possibilita a realização de operações especulativas. 

Esse mercado envolve a negociação com base nas condições e nos preços estabelecidos no momento da compra ou da venda. A liquidação dessas ordens acontece em poucos dias úteis.  

Mercado a termo 

Já o mercado a termo estabelece um contrato entre as partes, no qual há a definição de um preço fixo para um ativo ou derivativo, em uma data futura. No prazo definido é feita a liquidação da operação e cada uma das partes cumpre sua obrigação — que envolve o pagamento e a entrega de um ativo. 

Portanto, o mercado a termo é uma maneira de negociar hoje uma operação que será liquidada no futuro. Vale notar que esse mercado é de derivativos, assim como os demais ambientes que você acompanhará adiante. Logo, os riscos envolvidos podem ser maiores na comparação com a negociação de ativos do mercado à vista. 

Mercado de opções 

No mercado de opções há a negociação de derivativos que dão o direito de comprar ou vender um ativo-objeto pelo preço de exercício (strike) em uma data futura. Para isso, quem compra as opções (tomador) deve pagar um prêmio a quem as vende (lançador). 

Como a opção concede o direito de realizar as operações, ela não precisa ser exercida obrigatoriamente. O tomador pode escolher deixá-la virar pó — sendo, nesse caso, o prêmio pago seria sua perda máxima. Já o lançador fica obrigado a efetivar a operação de compra ou venda caso a opção seja exercida. 

Mercado futuro 

Outro ambiente da bolsa brasileira é o mercado futuro. Ele prevê a negociação de derivativos conhecidos como contratos futuros, os quais podem ser atrelados a: 

  • commodities; 
  • moeda (como o dólar). 
  • índice (como o Ibovespa) e mais. 

Nesse caso, não existe a compra ou venda de um ativo ou derivativo. Em vez disso, cada operador se posiciona a favor (operação comprada) ou contra (operação vendida) o movimento do ativo de referência. 

Os resultados são obtidos por meio do ajuste diário, em que são computados e creditados os ganhos ou perdas do dia. Então, na data de vencimento do contrato, é possível verificar o montante total obtido ou pago ao longo do tempo — resultando em lucro ou prejuízo ao operador. 

Vale destacar que tanto o mercado de opções quanto o mercado futuro podem ser úteis para quem deseja especular e para aqueles que desejam proteger a carteira — por meio de estratégias de hedge. 

Por que você precisa conhecer a bolsa de valores? 

Como você viu, a bolsa de valores oferece inúmeras oportunidades para investidores e especuladores. Mesmo no mercado à vista você encontra uma variedade de ativos financeiros — que podem ser úteis na composição de uma estratégia de investimentos mais robusta. 

Se você tiver maior tolerância a riscos, portanto, é possível explorar as possibilidades da bolsa visando melhor rentabilidade — especialmente no longo prazo. Além disso, os investimentos que fazem parte desse ambiente também podem oferecer maior liquidez e favorecer a diversificação da carteira. 

Por isso, vale a pena conhecer mais sobre esse mercado e avaliar se ele faz sentido ou não para o seu portfólio de investimentos. 

Como investir na bolsa de valores brasileira? 

Agora que você conhece o que é a bolsa de valores, o próximo passo é entender se vale a pena fazer investimentos a partir dela. Para tanto, é preciso identificar seu perfil de investidor. Isso porque você deve ter uma tolerância moderada ou alta ao risco para aportar nas alternativas da bolsa. 

Também vale pensar em seus objetivos. O investimento em ações na bolsa de valores, por exemplo, pode ter parte dos riscos diluídos se o foco estiver no longo prazo. Então analise se essa dinâmica faz sentido para o que você espera alcançar ao investir. 

Se as suas características pessoais estiverem alinhadas com os investimentos da renda variável, você pode investir na prática. Nesse caso, é preciso abrir conta em uma corretora de valores. Por meio dela, você terá acesso ao home broker — plataforma para negociação na bolsa brasileira. 

Além disso, vale a pena ter a ajuda de uma assessoria de investimentos. Os assessores apresentarão investimentos e poderão tirar dúvidas sobre como investir em ações e outras alternativas do mercado. Assim, se torna mais fácil acumular conhecimentos para tomar boas decisões de investimento. 

Neste artigo, você descobriu o que é a bolsa de valores e como ela funciona. Se participar desse ambiente for adequado aos seus objetivos e à sua tolerância ao risco, pode valer a pena conhecer e considerar os investimentos disponíveis na B3 para o seu portfólio! 

Quer ajuda para investir na Bolsa de Valores? Fale com um especialista!

 

 

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Redação It's Money

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