Certificado de Depósito (CD): conheça o CDB americano
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Certificado de Depósito (CD): conheça o CDB americano
10 mar 2024•Última atualização: 12 junho 2024

Se você tem curiosidade sobre o CDB americano, está trilhando uma jornada de investimentos interessante. Afinal, o universo financeiro tem um amplo leque de oportunidades e elas vão além dos ativos nacionais. Nesse mix, destaca-se o CD (Certificado de Depósito) dos Estados Unidos - algo que seria equivalente ao nosso CDB do Brasil.
Esse instrumento de investimento, que é uma opção de renda fixa popular nos EUA, apresenta características únicas que podem ser atrativas para diversificar seu portfólio.
Acompanhe-nos nesta análise detalhada, onde revelaremos o funcionamento do CD e investigaremos seu potencial para investidores.
Como funciona um CDB?
Para entender o CDB americano, primeiro precisamos voltar ao básico. O CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é um tipo de investimento de renda fixa bastante popular no Brasil.
Funciona assim: você empresta dinheiro ao banco e, em troca, recebe uma rentabilidade definida no momento da aplicação. Essa rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.
- Taxas prefixadas: neste caso, a definição da taxa de rentabilidade ocorre no momento da aplicação e não muda.
- Taxas pós-fixadas: aqui, a rentabilidade está atrelada a um índice econômico, como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou a inflação (IPCA).
- Taxas híbridas: combina elementos das taxas prefixadas e pós-fixadas: um CDB pode oferecer uma rentabilidade de 6% ao ano mais a variação do IPCA.
Então, por ser uma opção de baixo risco, o CDB é frequentemente escolhido por investidores que buscam segurança e previsibilidade.
O que é o CDB americano?
O CDB americano, conhecido como CD (Certificado de Depósito), é um investimento de renda fixa amplamente utilizado nos Estados Unidos.
Similar ao CDB brasileiro, ele representa uma forma de emprestar dinheiro ao banco, mas com características distintas que refletem o mercado financeiro estadunidense.
Em um contexto de inflação elevada, os juros nos Estados Unidos atingiram entre 5,25% e 5,50% ao ano em julho de 2023 - um nível não visto desde 2001.
Esta alta nas taxas de juros torna os CDs particularmente atrativos para investidores, inclusive brasileiros que procuram diversificar internacionalmente, oferecendo potencial para retornos mais expressivos em comparação a períodos de juros mais baixos.
Como se chama o CDB americano?
Nos Estados Unidos, o CDB se chama Certificate of Deposit (CD). Assim como o CDB no Brasil, ao investir em um CD, você deposita uma quantia de dinheiro por um período determinado e, em troca, recebe uma taxa de juros acordada.
Porém, as principais diferenças entre o CDB brasileiro e o CD americano estão nas opções de taxas de juros, na variedade de produtos oferecidos e na regulamentação específica do mercado financeiro dos EUA. Vamos explicar melhor essas diferenças nos próximos tópicos.
Como funciona o CDB americano
O Certificado de Depósito (CD) nos Estados Unidos opera de maneira semelhante ao CDB brasileiro, mas com algumas nuances próprias do mercado financeiro americano. Acompanhe alguns pontos que separamos para avaliar melhor como funciona o CDB americano:
1 - Investimento a prazo fixo
- Definição: quando você adquire um CD, está se comprometendo a manter seu dinheiro depositado por um tempo determinado.
- Prazos comuns: os prazos podem variar, indo de 30 dias a até vários anos. Geralmente, quanto mais longo o prazo, maior a taxa de juros oferecida.
- Liquidez: uma característica marcante dos CDs é a ausência de liquidez antes do vencimento. Isso significa que, ao investir, você se compromete a manter seu capital lá até a data acordada, sem a possibilidade de resgate antecipado.
- Mercado secundário: diferente de outros títulos de renda fixa, os CDs não são negociados no mercado secundário. Essa falta de liquidez pode ser vista como uma desvantagem para quem busca mais flexibilidade.
2 - Taxas de juros
- Variação: as taxas de juros dos CDs podem ser fixas, onde a taxa é definida no início e permanece constante, ou variáveis, ajustando-se de acordo com o mercado. Porém, a maioria dos CDs é de taxas prefixadas.
- Determinação: a taxa de juros é influenciada por vários fatores, incluindo políticas internas do banco e o cenário econômico global.
3 - Retirada antecipada
- Penalidades: se você precisar retirar seu dinheiro antes do fim do prazo, poderá enfrentar penalidades, como a perda de parte dos juros acumulados.
- Exceções: alguns CDs permitem retiradas antes do prazo sem penalidades, mas isso geralmente vem com taxas de juros mais baixas.
4 - Investimento mínimo e diversificação
- Valor Inicial: os CDs geralmente exigem um investimento mínimo, que pode variar de acordo com a instituição financeira.
- Diversificação: é comum que investidores distribuam seus recursos em vários CDs, com diferentes prazos e taxas, como uma estratégia de diversificação.
- Diversidade de Emissores: o mercado financeiro dos EUA se destaca pela diversidade de emissores. Além dos bancos, há uma ampla gama de títulos de dívida de empresas, semelhantes às debêntures no Brasil, oferecendo diferentes níveis de risco e potencial de rentabilidade.
5 - Segurança e garantia
- Proteção FDIC: nos Estados Unidos, os CDs são protegidos pela Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) até um certo valor, oferecendo um nível de segurança para o investidor.
6 - Implicações fiscais
- Tributação: os juros ganhos em CDs são tributáveis nos Estados Unidos, e isso deve ser considerado ao calcular o retorno líquido do investimento.
- Regras da Receita Federal: a tributação sobre os ganhos de CDs americanos segue a tabela do Ganho de Capital da Receita Federal do Brasil (GCAP), e não a tabela regressiva típica da renda fixa brasileira.
As alíquotas dos CDBs americanos variam conforme o ganho de capital:
- Até R$ 5 milhões: 15%
- De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões: 17,5%
- De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões: 20%
- Acima de R$ 30 milhões: 22,5%
Importante lembrar que, para ativos financeiros vendidos no exterior, o ganho sóe tem tributação se a negociação exceder R$35 mil por mês. Assim, abaixo desse valor, o investidor fica isento de IR.
Continue conosco para explorar a questão da rentabilidade dos CDB americanos — um ponto crucial para qualquer investidor interessado em aplicar recursos nesse tipo de investimento de renda fixa.

CDB americano: quanto rende CD nos EUA?
A rentabilidade dos CDs nos EUA pode variar bastante, influenciada por diversos fatores. Veja agora alguns pontos-chave para entender o quanto eles podem render:
Taxas de juros
Como você viu anteriormente, em julho de 2023, os juros nos Estados Unidos atingiram entre 5,25% e 5,50% ao ano, os mais altos desde 2001.
Essas taxas elevadas significam que os CDBs americanos, especialmente os prefixados, podem oferecer retornos mais atraentes comparados a períodos anteriores.
Prazo do investimento
Geralmente, CDBs americanos com prazos mais longos oferecem taxas de juros mais elevadas. Sendo assim, investidores devem balancear o desejo por taxas mais altas com a necessidade de liquidez e o horizonte de investimento.
Condições do mercado
As taxas de juros dos CDs nos EUA são impactadas pelo cenário econômico global, incluindo as decisões do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos). Por isso, se você pretende investir em CDBs americanos, precisa estar atento às mudanças econômicas e suas implicações nas taxas de juros.
Comparação com outros investimentos
Embora os CDs possam ser mais atraentes em períodos de juros altos, é importante compará-los com outras opções de renda fixa, tanto nos EUA quanto no Brasil, para uma diversificação eficaz do portfólio.
Implicações tributárias
A tributação sobre os rendimentos dos CDBs americanos segue a tabela do Ganho de Capital da Receita Federal do Brasil (GCAP), o que deve ser considerado ao calcular o retorno líquido.
Portanto, como você pode perceber após verificar todos esses aspectos, a rentabilidade dos CDs nos EUA é um aspecto dinâmico, sujeito a variações conforme as condições de mercado e as políticas econômicas.
Por conta disso, é fundamental que você se mantenha informado e adapte suas estratégias de acordo com o cenário vigente — buscando sempre alinhar seus investimentos aos seus objetivos e perfil de risco.
Qual a melhor renda fixa dos EUA?
Após mergulhar no mundo dos CDs, você pode estar se perguntando: existem outras opções de renda fixa nos Estados Unidos? E qual delas é a melhor? A resposta não é tão simples, pois depende do perfil de cada investidor. Vamos explorar algumas das opções mais populares.
Treasury Bonds (Títulos do Tesouro)
Tresuries Bonds são títulos de dívida emitidos pelo governo dos EUA. São considerados extremamente seguros, já que são garantidos pelo governo federal.
- Prazos: varia de 10 a 30 anos, ideal para quem busca um investimento de longo prazo.
- Rentabilidade: geralmente oferecem retornos estáveis, mas podem ser menores em comparação com outras opções de renda fixa.
Treasury Notes (Notas do Tesouro)
Semelhantes aos Treasury Bonds, mas com prazos menores, geralmente de 2 a 10 anos.
- Flexibilidade: uma boa escolha para quem procura segurança e um investimento de médio prazo.
- Rendimento: o retorno é estável, refletindo a segurança de um investimento garantido pelo governo.
Treasury Bills (T-Bills)
São títulos de curto prazo emitidos pelo governo dos EUA, com prazos que vão de alguns dias a um ano.
- Liquidez: ideal para quem busca liquidez e segurança, sendo uma das opções de menor risco no mercado.
- Característica: não pagam juros periódicos, mas são vendidos com desconto e pagam o valor total no vencimento.
Corporate Bonds
São títulos de dívida emitidos por empresas.
- Risco vs. retorno: oferecem taxas de retorno potencialmente mais altas, mas com um risco maior em comparação com títulos governamentais.
- Diversificação: uma boa opção para diversificar o portfólio, mas requer uma análise cuidadosa da saúde financeira da empresa emissora.
ETFs de renda fixa (Exchange Traded Funds)
ETFs são fundos que investem em diversos títulos como bonds, oferecendo uma mistura de ativos de renda fixa em uma única transação.
- Estratégia variada: dependendo do fundo, a ênfase pode ser em diferentes tipos de bonds, alinhando-se a diversas estratégias de investimento.
- Liquidez e acesso: a negociação como ações, com facilidade de compra e venda.
Então, qual é a melhor opção?
Definir a melhor renda fixa nos EUA depende do que você está buscando. Se a segurança é sua prioridade, os títulos do Tesouro são imbatíveis.
Já para quem busca uma combinação de segurança com potencial de retorno um pouco maior, os Municipal Bonds e Corporate Bonds podem ser mais atraentes.
E, claro, os CDBs americanos em cenários vantajosos para o ativo. Como, por exemplo, o presente momento de juros elevados nos EUA.
Cada opção tem suas vantagens e a escolha ideal varia de acordo com seus objetivos de investimento, horizonte de tempo e tolerância ao risco. Ainda, vale lembrar que uma carteira diversificada é a chave.
Ao espalhar seus investimentos em diferentes tipos de renda fixa, você pode equilibrar risco e retorno de maneira eficaz.

CDB americano: como investir em renda fixa nos EUA?
O mercado de renda fixa nos Estados Unidos oferece uma variedade de oportunidades para investidores que buscam diversificação. Assim, investir nesse mercado, especialmente em CDBs americanos, pode ser uma estratégia inteligente.
Vamos explorar como você pode começar.
1 - Definindo seus objetivos
Antes de mais nada, é importante ter uma ideia clara do que você espera alcançar com seus investimentos. Você está em busca de segurança, rendimentos estáveis, ou diversificação geográfica para seu portfólio?
Compreender seus objetivos ajudará a direcionar suas escolhas entre as diversas opções de investimento disponíveis.
2 - Explorando as opções de investimento
Os Estados Unidos têm um mercado de renda fixa robusto, com várias opções como CDs, Treasury Bonds, e Corporate Bonds. Cada uma dessas opções tem características únicas em termos de risco, retorno e prazo.
Por isso, avaliar cada uma delas cuidadosamente ajudará a tomar uma decisão mais informada.
3 - Abertura de conta em corretora internacional
Para investir nos EUA, você precisará de uma conta em uma corretora internacional que opere no mercado americano - como a XP Investimentos. Este processo envolve entender as regulamentações, taxas e outras condições específicas de cada corretora.
4 - Entendendo a tributação
A tributação dos seus investimentos em renda fixa nos EUA é um aspecto crucial. Assim, é importante compreender as regras tributárias tanto dos Estados Unidos quanto do Brasil para gerir seus investimentos de forma eficiente.
5 - Monitoramento e ajuste
O mercado financeiro está em constante evolução. Por isso, é essencial monitorar seus investimentos regularmente e estar pronto para fazer ajustes conforme as condições de mercado mudam.
6 - Buscando assessoria especializada
Navegar pelo mercado de renda fixa dos EUA pode ser complexo, especialmente para quem está começando.
Por isso, contar com a orientação de especialistas como a Blue3 Investimentos pode ser um grande diferencial.
Por quê?
Porque além de orientar com estratégias adaptadas ao seu perfil, o assessor de investimentos ajuda a identificar as rotas mais promissoras, garantindo que sua viagem financeira esteja alinhada com os destinos que você deseja explorar.
Por fim, investir em renda fixa nos EUA é uma jornada que requer pesquisa e planejamento. Com as estratégias certas e o apoio adequado, você pode aproveitar as oportunidades que esse mercado oferece, mantendo o equilíbrio e a diversificação do seu portfólio.

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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