Como investir com a inflação em alta? Confira 4 dicas!

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Como investir com a inflação em alta? Confira 4 dicas!

13 dez 2022

Redação It's MoneyRedação It's Money
Ter sucesso ao investir depende de disciplina e planejamento, mas também requer atenção às condições de mercado. Em um momento de inflação alta, por exemplo, vale a pena buscar formas de se proteger e alcançar bons resultados. Nesse sentido, existem orientações que podem ajudar a encontrar investimentos adequados para uma época com inflação maior. Com as informações necessárias, você tem maior possibilidade de tomar decisões estratégicas, até mesmo em períodos de crise. Neste artigo, você conhecerá 4 dicas que podem auxiliá-lo a compor um portfólio de investimentos com a inflação em alta. Continue a leitura e confira! 

Por que analisar a inflação ao fazer investimentos?

Antes de entender como a inflação pode afetar sua carteira, vale a pena compreender esse movimento da economia. A inflação se refere ao avanço contínuo e generalizado dos preços de produtos e serviços no país. Logo, ela gera uma perda no poder de compra, já que o dinheiro passa a valer menos com o passar do tempo. No cotidiano, isso significa que você precisa gastar um valor nominal maior para comprar os mesmos itens. Ademais, sua carteira de investimentos pode ser afetada, pois a inflação impacta a rentabilidade real. Ela representa o ganho efetivo, depois que a inflação é descontada do desempenho nominal. Então a rentabilidade real mede o quanto seu patrimônio realmente evoluiu. Como ela depende da inflação, em períodos nos quais esse indicador está alto, a rentabilidade real se torna menor. Dependendo do avanço inflacionário, o retorno real pode até ser negativo em certos investimentos. Quando isso acontece, significa que o seu patrimônio não cresceu e, na verdade, passou por uma contração. O motivo está no fato de que o rendimento nominal não foi grande o suficiente para superar a perda do valor monetário. 

Como montar uma carteira de investimentos com a inflação em alta?

Como você viu, um momento de alta nos preços exige atenção para proteger os investimentos da inflação. Nesse caso, o intuito é aumentar as chances de ter rentabilidade real positiva. E existem alguns investimentos que podem ajudar nessa tarefa. Mas, antes de tomar qualquer decisão, você deve identificar o seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. A partir disso, será possível compor uma estratégia adequada para suas características. Que tal descobrir 4 dicas para proteger sua carteira de investimentos da inflação? Veja a seguir! 

1. Considere os títulos atrelados à inflação

Uma das formas de investir em um momento de inflação alta envolve recorrer aos títulos atrelados à inflação. Eles são aplicações financeiras que têm um rendimento do tipo híbrido. Portanto, os títulos de inflação rendem com base em uma taxa prefixada mais a variação de um indicador, que costuma ser o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Como o IPCA é a medida oficial de inflação do Brasil, é possível obter ganhos reais com esse tipo de investimento. Apesar de os títulos híbridos de renda fixa terem um funcionamento geral semelhante, existem diferenças entre os tipos. São três as classificações principais: 

Títulos públicos 

Os títulos públicos são emitidos pelo Governo. Entre eles há o Tesouro IPCA+ — que é emitido pelo Tesouro Nacional e serve para o Governo Federal captar recursos. Essa é uma opção considerada segura, pois o título é integralmente garantido pelo Tesouro. O Tesouro IPCA+ apresenta duas possibilidades: títulos com retorno no vencimento e títulos com pagamento de juros semestrais. Com o segundo tipo, você pode obter o rendimento obtido com a aplicação a cada semestre. 

Títulos privados 

Os títulos privados, como o nome indica, são emitidos por empresas. Entre eles, estão o certificado de depósito bancário (CDB) e as letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). Esses exemplos têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC garante proteção adicional ao investidor, fazendo o ressarcimento em casos de falência do emissor do título. A cobertura dele é de R$ 250 mil por instituição e CPF, com limite global de R$ 1 milhão, que é renovável a cada 4 anos. 

Crédito privado 

Nos títulos privados, há a subclassificação do crédito privado. Ela é composta por aplicações que são emitidos por empresas não financeiras. Alguns exemplos de investimentos são: debêntures e certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA). Uma diferença importante é que esses títulos não têm proteção do FGC. Logo, eles podem ser mais arriscados. Porém, as aplicações desse tipo também podem oferecer maior potencial de retorno. 

2. Conheça os fundos de inflação 

Além dos títulos de renda fixa, é possível investir em fundos ligados à inflação. Eles são veículos coletivos que contam com um gestor profissional e aportam seus recursos em aplicações híbridas, como as que você viu anteriormente. Assim, os fundos de inflação apresentam a possibilidade de se proteger. Além disso, essa pode ser uma modalidade mais acessível para se expor a diferentes aplicações, com prazos diversos. 

3. Diversifique a sua carteira 

A diversificação do portfólio de investimentos é sempre importante, mas ganha ainda mais relevância diante da inflação em alta. Afinal, os riscos de ter rentabilidade real negativa ao concentrar em certos investimentos são maiores. Por isso, vale a pena distribuir o patrimônio em diferentes investimentos. Assim, você evita a concentração de recursos nas mesmas condições e diminui o risco de perdas. A diversificação também pode ajudar a aumentar o seu retorno, trazendo mais chances de superar a inflação. 

4. Tenha apoio de uma assessoria de investimentos 

Por fim, uma dica que pode ajudá-lo a acompanhar o mercado, conhecer melhor os impactos da inflação e tirar dúvidas é ter apoio profissional. Nesse caso, buscar uma assessoria de investimentos pode ser a decisão mais acertada para entender como montar uma carteira no período de avanço dos preços no mercado. Com os assessores, você conhecerá oportunidades disponíveis e alinhadas ao seu perfil e à sua estratégia, por exemplo. Além disso, terá acesso a informações confiáveis e que podem auxiliar na tomada de decisões. Com essas 4 dicas, você aprendeu como montar (e proteger) uma carteira de investimentos diante da inflação em alta. Assim, fica mais fácil cuidar melhor do seu patrimônio e se aproximar dos seus objetivos financeiros! Precisa de ajuda nessa e em outras situações? Clique aqui para falar com especialistas
Redação It's Money

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