Operações estruturadas: o que são e como funcionam
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Operações estruturadas: o que são e como funcionam
1 out 2023•Última atualização: 20 junho 2024

Com as operações estruturadas é possível ter um investimento que combina o melhor de vários mundos, adaptado às suas necessidades e objetivos. Interessante, não é mesmo?
Elas são como um cardápio personalizado de investimentos, onde você pode combinar diferentes opções para criar uma experiência única. Neste artigo, vamos mergulhar nesse fascinante mundo das operações estruturadas e entender como tudo funciona. Acompanhe!
O que são operações estruturadas
Imagine que você pudesse misturar diferentes ingredientes financeiros - como ações, títulos e derivativos - para criar uma receita de investimento personalizada. Essa é a ideia por trás de investir em operações estruturadas!
Elas são como receitas financeiras feitas sob medida para ajudar os investidores a alcançarem seus objetivos, aproveitando oportunidades de mercado e ao mesmo tempo protegendo seu dinheiro.
Tipos de operações estruturadas
Agora que você já tem uma ideia geral sobre o que são operações estruturadas, vamos explorar os diferentes tipos disponíveis no mercado.
Primeiramente, é importante saber que o famoso COE (Certificados de Operações Estruturadas) é um produto estruturado que possui uma particularidade especial.
Em resumo, o COE possui exposição internacional. Por outro lado, os estruturados em si são produtos que possuem em sua composição somente ativos nacionais.
Abaixo, vamos entender um pouco mais sobre o significado de COE.
COE
O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um dos tipos mais populares de operações estruturadas. Ele combina elementos de renda fixa e variável, permitindo ao investidor se beneficiar dos mercados financeiros com uma proteção parcial ou total do capital investido. Porém, como vimos anteriormente, o COE possui exposição a ativos internacionais.
Como funcionam as COEs
O COE é emitido por bancos e vendido por corretoras. Ele tem um prazo determinado e, ao final desse prazo, o investidor recebe o valor investido acrescido do rendimento, que pode estar atrelado a diversos ativos, como ações, moedas, commodities, entre outros.
Entretanto, o grande diferencial de investir em COE é que ele pode garantir que, mesmo em cenários desfavoráveis, o investidor não perca o capital inicial.
Estratégias das operações estruturadas
A seguir, confira alguma das inúmeras estratégias que podemos adotar por meio desses instrumentos financeiros:
Trava de alta
Imagine que você acredita que uma ação vai subir, mas não quer gastar muito comprando-a diretamente. A trava de alta, também conhecida como bull spread, é como um atalho para isso.
Você combina opções de compra (call) de forma estratégica, gastando menos dinheiro e, ao mesmo tempo, limitando o quanto pode perder. Se a ação subir como você esperava, você lucra. Se não, seu prejuízo é restrito ao que investiu na estratégia.
Aqui está um exemplo simplificado:
- Suponha que uma ação está sendo negociada a R$50.
- Você compra uma call com um preço de exercício (strike) de R$55 por um prêmio de R$5.
- Se a ação sobe para R$70, você pode exercer a call, comprar a ação por R$55, e imediatamente vender por R$70, lucrando R$15 (menos o prêmio pago, então o lucro real seria R$10).
- Se a ação permanecer abaixo de R$55, você não exerceria a call, pois seria mais barato comprar a ação pelo preço de mercado. Neste caso, você perde o prêmio de R$5 que pagou pela opção.
Trava de baixa
Agora, se você acredita que uma ação vai cair, a trava de baixa (ou bear spread) é sua aliada. Em vez de vender a ação, você monta uma combinação de opções de venda (put). Assim, se a ação cair, você lucra. E o melhor: seu risco é limitado ao que você investiu na estratégia.
Borboleta
Pense na borboleta como uma operação para quando o mercado está calmo, sem grandes altas ou baixas. Assim, você combina diferentes estratégias, como trava de alta e baixa, de forma que lucra quando o preço do ativo fica dentro de um intervalo determinado.
Em outras palavras, é como apostar que a ação vai ficar flutuando dentro de um certo espaço.
Lançamento coberto de Opções
Você tem ações de uma empresa e quer uma renda extra com elas? O Lançamento Coberto de Opções é uma operação estruturada que permite que você alugue suas ações para outros investidores por meio da venda de opções de compra.
Ou seja, se as opções não forem exercidas, você embolsa o valor desse aluguel e ainda mantém suas ações.
Rolagem
Agora, imagine que você vendeu opções, mas o mercado não foi como você esperava e você não quer ser exercido. A rolagem é como um plano B. Você recompra as opções que vendeu e vende outras, com vencimento mais distante. Dessa forma, você ganha tempo para ajustar sua estratégia.
Taxas das operações estruturadas
Ao considerar investir em operações estruturadas, é fundamental entender as taxas envolvidas. Assim como outros investimentos, as operações estruturadas podem ter taxas associadas que variam conforme a instituição financeira e o tipo de operação. Nesse sentido, algumas das taxas comuns incluem:
- Taxa de Administração: cobrada anualmente sobre o valor total investido, essa taxa remunera os serviços de gestão e administração do investimento.
- Taxa de Custódia: relacionada à guarda dos ativos, é cobrada pela corretora ou banco responsável por manter o investimento.
- Taxa de Corretagem: cobrada no momento da compra ou venda do ativo, é uma remuneração para a corretora.
Porém, é essencial comparar as taxas entre diferentes instituições e produtos para garantir que você não esteja pagando demais e que o investimento ainda seja vantajoso após as deduções. Lembre-se que os ganhos com operações estruturadas pagam 15% de Imposto de Renda.
Vale a pena investir em operações estruturadas?
Investir em operações estruturadas pode ser uma excelente opção para diversificar sua carteira e buscar retornos diferenciados. No entanto, como qualquer investimento, há prós e contras a considerar antes de decidir se vale a pena investir nelas:
Vantagens
- Diversificação: permite combinar diferentes ativos em uma única operação, o que pode reduzir riscos.
- Personalização: adapta-se às necessidades e objetivos específicos do investidor.
- Proteção: muitas operações oferecem algum nível de proteção ao capital investido.
Desvantagens
- Complexidade: algumas operações podem ser complexas e exigir um entendimento mais aprofundado.
- Custos: dependendo da estrutura, as taxas podem reduzir a rentabilidade.
- Riscos e perfil: operações estruturadas geralmente tem como foco investidores com perfil agressivo, que aceitam a possibilidade de enfrentar riscos mais elevados em troca da chance de obter mais retorno.
Em resumo, antes de investir em operações estruturadas, é crucial entender bem o produto, avaliar as taxas, a liquidez e alinhar o investimento aos seus objetivos e perfil de risco. O ideal é consultar um especialista em investimentos para orientá-lo na escolha.
Inclusive, se você está considerando mergulhar no mundo das operações estruturadas mas sente que precisa de uma orientação mais especializada, a Blue3 Investimentos pode ser o parceiro ideal para você.
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Redação It's Money
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