SOMA3: análise de resultado corporativo do Grupo Soma
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SOMA3: análise de resultado corporativo do Grupo Soma
13 nov 2023•Última atualização: 20 junho 2024

O Grupo Soma (SOMA3), detentor das marcas Hering, Farm e Animale, reportou lucro líquido ajustado de R$ 96,1 milhões. Ou seja, redução de 6,7% em relação ao mesmo período de 2022. A margem líquida ajustada ficou em 7,0%, com perda de 1 ponto percentual na comparação anual.
Além do Grupo Soma, veja quais empresas já divulgaram os resultados corporativos do 3T23.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou em R$ 213 milhões, com redução de 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2022. Assim, a margem ficou em 15,6% e teve contração de 1 p.p. na comparação anual.
Receita
O Grupo (SOMA3) atingiu receita bruta de R$ 1,6 bilhão, alta de 5%. Já a geração de caixa foi de R$ 40,4 milhões, 94,2% superior ao 3T22, contribuindo para a desalavancagem da companhia.
“No terceiro trimestre de 2023, o Grupo Soma encerrou o período com uma base ativa de 5,5 milhões de clientes, mais de 14 mil multimarcas ativas e um total de 1.064 lojas, sendo 366 lojas próprias e 698 franquias. Assim, ao longo do trimestre, nossas marcas enfrentaram uma série de desafios, cada uma com suas razões específicas, o que resultou em um crescimento de vendas totais de 5% ante o 3T22”, diz a empresa em nota.
Além disso, segundo a empresa, no 3T23, a receita bruta da Hering aumentou 2,3% em comparação com o mesmo período de 2022. “Esse desempenho foi influenciado negativamente pelo canal de atacado, que teve uma queda de 7,5% ante 3T22”, diz.
Por fim, "o crescimento no canal de franquias foi modesto, com um aumento de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse cenário é reflexo do fraco desempenho do sell-out dos canais B2B no 2T23, devido às temperaturas mais altas em abril e maio, período em que ocorreu o Showroom de Verão, cujas vendas são faturadas apenas no 3T23.”
Análise de resultado SOMA3 (3T23)
O analista fundamentalista da DVinvest Renato Reis, que faz análises dos resultados corporativos para o It’s Money, diz que, apesar do resultado em si ter sido fraco, pareceu não ser tão recorrente.
“Na parte da receita, o crescimento veio muito abaixo do esperado devido a lançamentos piores somado a problemas logísticos que a empresa teve. Como resultado, nos custos, o problema foi similar, com o grupo apresentando diversos gastos extras de curto prazo. Com marketing para a abertura de novos pontos em praças que não estava presente”, diz.
Assim, segundo ele, o maior risco da empresa, hoje, está ligado a perda de benefícios fiscais, que podem afetar de maneira intensa o lucro. “Mas, mesmo assim, não acho que o papel tenha mais espaço para continuar caindo.”


Raissa Scheffer
Raissa Scheffer (MTB: 0051926/SP) é jornalista com 16 anos de experiência em economia. Foi repórter e editora na Gazeta de Ribeirão e Jornal ACidade. Com passagens pela EPTV Ribeirão, Portal Terra, TV Record e Portal Revide.
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