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Serena Energia (SRNA3) tem lucro líquido de R$ 145 milhões no 4T23, avanço de 6%

Serena Energia (SRNA3) tem lucro líquido de R$ 145 milhões no 4T23, avanço de 6%
  • Publicado em 22 de fevereiro de 2024

A Serena Energia (SRNA3) reportou um avanço de 6% no lucro líquido no quarto trimestre de 2023 (4T23) ante o mesmo período de 2022 (4T22), em R$ 145 milhões.

Além disso, o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 568,6 milhões. Ou seja, uma alta anual de 46%. Por outro lado, a margem Ebitda ajustada subiu 0,4 p.p. (pontos percentuais), para 79,4%.

Segundo leitura da casa de análise DVinvest, a receita da empresa foi de R$ 114 milhões em 2014 e R$ 3 bilhões em 2023. Um aumento médio de 44% ao ano, que se deu especialmente em 2017.

“A partir desse período, a empresa cresceu 34,9% ao ano, um número ainda alto devido a adição de novas fontes de geração. Em 2023, a receita apresentou 24,7% de crescimento, abaixo da média histórica, mas um valor ainda alto”, explica a DVinvest.

Ademais, a casa de análise destaca que, em 2023, os custos e despesas encerraram em 72,2%, uma queda relevante em relação ao ano anterior. “Ademais, com a entrada total dos projetos realizados, a projeção para os custos e despesas de 2024 é em torno de 55%, atingindo o melhor nível da série”.

Resultado trimestral Serena (SRNA3)

  • Produção de Energia: 8.668,4  (+27% YoY);
  • Fluxo de Caixa Operacional: R$ 1,5 bilhões (+57% YoY);
  • Caixa Total: R$ 1,3 bilhões (+1% QoQ e-31% YoY);
  • Dívida Líquida: R$ 9,7 bilhões  (+5% QoQ e +25% YoY);
  • Dívida Líquida / EBITDA Serena Geração : 3,7x (vs Covenant de 4,5x).
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Confira a tabela com os principais resultados da Serena (SRNA3) no 4T23. Acesse o release completo no site da empresa.

Análise de resultado SRNA3 (4T23)

“Em termos operacionais o resultado foi bom, especialmente por ter apresentado margens melhores. Além disso, com as expansões de produção sendo concluídas, os números têm uma cara mais parecida com o modo que serão no futuro”, avalia Renato Reis, analista fundamentalista na DVinvest.

Porém, o maior ponto de preocupação, segundo ele, ainda é a dívida, que é alta e cara, consumindo praticamente tudo que é gerado na operação.

“O ano de 2024 deve ser marcado por um aumento na rentabilidade e uma redução nos investimentos. Então,  imagino que seja um bom período para a Serena desalavancar sua operação. Assim, caso isso ocorra de modo bem-sucedido, a recomendação pode ser positivamente revisada”, observa Reis.

Além da Serena Energia, confira os resultados corporativos do 4T23 já divulgados pelas empresas.

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Redação It's Money

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