Balanço da Semana: Exterior corrige com resultado das eleições nos EUA

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Balanço da Semana: Exterior corrige com resultado das eleições nos EUA

18 nov 2024Última atualização: 18 novembro 2024

Willian QueirozWillian Queiroz
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A semana anterior começou com a expectativa no planejamento do mandato de Donald Trump, esperando do presidente eleito medidas de estímulos da economia, principalmente quanto ao corte de impostos.

Também olhando para os EUA, os mercados estavam divididos se o Fed teria espaço para cortar juros em dezembro. Na coletiva de impressa, nos pós reunião, Powell diz que a economia está desacelerando, e a inflação está na meta, então há espaços para corte de juros em 2024.

No Brasil, a expectativa continuou no pacote da dívida fiscal, porém nenhuma divulgação formal foi realizada.

Tal feito frustrou os investidores, que aguardam pela 3º semana consecutiva alguma informação das decisões tomadas pelo governo em conjunto com o Ministro Haddad.

A Ata do Copom trouxe o viés das próximas reuniões, detalhando o ritmo de alta de juros, com as incertezas fiscais e pressões inflacionárias, aumentando a possibilidade é que para as próximas reuniões teremos um ciclo forte de alta de juros.

Mercado Internacional

Resultado das eleições nos EUA e corte de Juros animam as bolsas

A “Onda Vermelha” trouxe bom humor ao mercado americano, depois de uma semana de altas nos principais índices das bolsas, a semana foi marcada por leves correções. O novo presidente também já iniciou a lista dos nomes que ocuparão os cargos em seu governo.

O tema mais discutido na semana foi como o presidente Trump pretende lidar com as questões ficais nos EUA, que por sua vez encontra em um estado desafiador.

Com uma dívida bruta recorde, e com um cenário recente de alta de juros, a principal preocupação dos mercados é a volta da inflação no curto prazo. Ou até mesmo a economia americana entrar em recessão olhando a médio e longo prazo.

Trump defende um estado mais eficiente e cortes de impostos, tal feito no curto prazo beneficia a economia, mas traz a preocupação com a arrecadação, visto o volume da dívida atual.

Espera-se que nas próximas semanas o presidente traga propostas mais efetivas de como pretende trazer sinalizações mais claras de com o próximo governo lidará com os rumos da politica fiscal.

Inflação americana acelerou de 2,44% para 2,60% no acumulado dos últimos 12 meses

O CPI, índice de preços dos Estados Unidos, veio em linha com o esperado pelos mercados, por mais que levemente acima das expectativas, o número agradou, já que o mercado esperava uma aceleração maior da inflação.

Ao longo da semana o presidente do Fed, Jerome Powell, pronunciou sobre os dados da inflação americana, e trouxe tom otimista para os dados apresentados.

A meta de inflação americana está na faixa de 2,00pp. Por mais que ainda acima da meta, os diligentes do Feed acreditam em um reequilíbrio da economia, e afirmam espaço para possíveis cortes nas próximas reuniões.

Brasil em foco

No cenário doméstico, a principal pauta é a expectativa sobre o pacote de corte de gastos do governo.

Ao longo de toda semana, os participantes dos mercados esperaram a divulgação formal, o que não aconteceu.

O ministro Haddad, por sua vez, afirmou a possibilidade da inclusão de mais pastas, e prometeu um reajuste expressivo.

Assim, ao longo da semana, houveram várias reuniões com os ministros, que defendem suas pastas para que não percam verba com os novos reajustes.

A principal preocupação do presidente Lula é com possíveis alterações nos mínimos valores para os salários mínimos, que impactaria diretamente os benefícios sociais distribuídos pelo governo.

Uma de suas promessas de governo foi não alterar as condições de valores para os beneficiários.

Tal feito pesa as despesas, e sem essa possibilidade de alteração, o ministro Fernando Haddad pode ter dificuldade para fechar as contas.

Copom decide aumentar o ritmo e aumenta taxa SELIC em 0,50pp

Foi a segunda alta consecutiva depois de um ciclo 2 manutenções e 7 reduções. O mercado entende que viés de alta deve permanecer por mais tempo que o esperado.

A ata do Copom divulgada durante a semana veio com projeções mais duras que o mercado esperava. O Colegiado atual ponderou sobre a pressão inflacionária e expectativa fiscal desancorada visto o cenário atual, decidindo por unanimidade o aumento de 0,50pp.

A expectativa do mercado para as próximas reuniões para dezembro desse ano ainda é um aumento de 0,50pp. Porém, com o tom da ata abre espaço para a discussão de 0,75pp.

Isso também aumenta a expectativa do ciclo de alta. A XP Investimentos revisou a  projeção de taxa Selic terminal para 13,25% anteriormente posicionada em 12,00%.

Desempenho dos Indicadores

A semana anterior finalizou com Ibovespa e o dólar em cenário lateralizado, na espera de informações mais assertivas sobre o pacote de corte de gastos do governo.

O ministro Fernando Haddad ponderou falas positivas sobre a efetividade do plano que está sendo desenvolvido. Entretanto, não foi o suficiente para deixar de lado a desconfiança do mercado.

Assim, o Ibovespa finalizou a semana com leve queda de 0,20% e o dólar caiu 0,16%.

Curva de juros

O fechamento da curva de juros no compilado da semana tem abertura forte principalmente nos vértices longos.

As taxas de juro real subiram substancialmente, o que provocou taxas recordes nos títulos públicos, aumentando principalmente o rendimento das NTN-Bs.

Também é importante ponderar a abertura expressiva dos últimos 22 dias úteis, na qual reflete ansiedade do mercado na divulgação das medidas fiscais.

Agenda da semana: o que acompanhar

No mesmo ritmo da semana anterior, continuaremos com um dia útil a menos para as operações dos mercados.

Na quarta-feira, os ativos brasileiros interrompem a negociação devido ao feriado consciência negra, que pela primeira vez é de vigência nacional.

O feriado traz um esvaziamento na agenda doméstica com poucos acontecimentos. Dentre dos vigentes, o mais aguardado é a formalização das propostas fiscais, que aguarda o aval do presidente Lula, para divulgação pública.

No cenário internacional, a agenda de indicadores também está mais calma. A China anunciará sua decisão de política monetária na terça-feira.

Nos EUA, Trump continua divulgando a lista de integrantes do seu próximo mandato, e também o mercado aguarda alguns pronunciamentos de diligentes do Fed, a respeito da dinâmica das próximas reuniões a respeito da taxa de juros americana.

Obrigado por acompanhar nosso balanço semanal no Its Money, esperamos você na próxima semana!

Bons negócios!!

Calendário econômico da semana

Calendário Semanal
   
HoraLocEvento
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
07:00EUROPABalança Comercial (Set)
08:25BRASILBoletim Focus  
18:00EUATransações Líquidas de Longo Prazo (Set)
terça-feira, 19 de novembro de 2024
07:00EUROPAIPC-núcleo (Anual) (Out)
07:00EUROPAIPC (Mensal) (Out)
07:00EUROPAIPC Zona do Euro (Anual) (Out)
10:30EUALicenças de Construção (Out)  
10:30EUAConstrução de Novas Casas (Mensal) (Out)
10:30EUAConstrução de Novas Casas (Out)
22:00CHINATaxa Preferencial de Empréstimo do BPC (Nov)
22:15CHINATaxa Preferencial de Empréstimo do BPC
quarta-feira, 20 de novembro de 2024
Todo o diaBRASILBrasil - Dia da Consciência Negra
15:00EUALeilão de títulos de 20 anos
quinta-feira, 21 de novembro de 2024
09:00BRASILReunião do CMN  
10:30EUAPedidos Contínuos por Seguro-Desemprego
10:30EUAPedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
12:00EUAVendas de Casas Usadas (Out)
12:00EUAÍndice de Indicadores Antecedentes dos EUA (Mensal) (Out)
15:00EUALeilão TIPS a 10 anos
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
06:00EUROPAPMI Industrial (Nov)  
06:00EUROPAPMI Composto S&P Global (Nov)  
06:00EUROPAPMI do Setor de Serviços (Nov)  
11:45EUAPMI Industrial (Nov)  
11:45EUAPMI Composto S&P Global (Nov)  
11:45EUAPMI do Setor de Serviços (Nov)  
12:00EUAConfiança do Consumidor Michigan - Leitura Final (Nov)
Willian Queiroz

Willian Queiroz

Sócio e advisor da mesa de operações da BLUE3, onde atua há 5 anos. Responsável por garantir que as estratégias de alocação de investimentos estejam sempre alinhadas aos melhores interesses dos clientes.

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