Bancos centrais aceleram compras de ouro apesar da queda dos preços

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Bancos centrais aceleram compras de ouro apesar da queda dos preços

26 ago 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

Os bancos centrais aumentaram significativamente as compras de ouro no segundo trimestre de 2026, aproveitando a recente queda nos preços do metal. Segundo dados do World Gold Council, foram adquiridas 290 toneladas neste período, contra 57 toneladas no primeiro trimestre do ano.

Essa movimentação confirma a estratégia das autoridades monetárias de reforçar reservas quando os valores do ouro estão mais baixos, demonstrando maior interesse estrutural pelo metal como ativo de reserva.

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compras lideradas por China e polônia

A China destacou-se entre os compradores, adquirindo 15 toneladas de ouro em junho, volume mensal recorde desde outubro de 2023 e muito superior às cerca de 1 tonelada comprada em janeiro. Essa mudança aponta a sensibilidade das compras chinesas ao preço do ouro, que desaceleraram quando os preços estavam elevados em 2025.

Outro destaque foi a Polônia, que comprou 82 toneladas no primeiro semestre, sendo 51 toneladas apenas no segundo trimestre. Assim, o país se tornou o maior comprador de ouro entre os bancos centrais que divulgaram seus dados neste ano.

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motivações por trás da alta demanda dos bancos centrais

Um fator importante para o aumento das aquisições de ouro é a preocupação crescente com a concentração de reservas em dólares, especialmente após o congelamento de US$ 300 bilhões em reservas da Rússia pelos países do G7 em 2022. Desde então, o ouro tem sido usado como alternativa para diversificação das reservas internacionais.

De acordo com o BTG Pactual, essa tendência de desdolarização continuará sustentando a demanda pelo ouro no médio e longo prazo. Além disso, as compras dos bancos centrais funcionam como um piso estrutural para o metal, garantindo demanda mesmo em momentos de correção de preços, quando investidores tradicionais reduzem suas posições.

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perspectiva para o ouro e empresas produtoras

Embora o preço do ouro seja influenciado por juros, liquidez e cenário econômico global, a fonte de demanda por parte dos bancos centrais tende a ser mais estável e estrutural. Muitos países ainda detêm participação baixa em ouro nas reservas e podem expandir essa exposição.

A perspectiva favorável para o ouro também beneficia empresas produtoras. A Aura Minerals, por exemplo, planeja alcançar uma produção anual de 600 mil onças no longo prazo, enquanto a Aris Mining busca 500 mil onças em 2028 com potencial para um milhão de onças.

Essa dinâmica reforça a tese de investimento no ouro, apoiada por diversificação das reservas e proteção contra desvalorização de moedas, independentemente das oscilações do interesse dos investidores tradicionais.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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