Inflação dos EUA em julho acima do esperado pressiona planos do Fed para juros
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Inflação dos EUA em julho acima do esperado pressiona planos do Fed para juros
26 ago 2026

A inflação nos Estados Unidos avançou acima das projeções em julho, reforçando os desafios para o Federal Reserve (Fed) na condução da política de juros. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), principal indicador de inflação usado pelo Fed, subiu 0,2% no mês e acumulou alta de 3,7% em 12 meses, superando a expectativa de 0,1%.
O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, também cresceu 0,2% em julho, mantendo a inflação anual em 3,3%, alinhada com as previsões, mas ainda distante da meta de 2% perseguida pelo banco central.
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Detalhes dos preços e impacto nos mercados
Os preços dos bens recuaram 0,1% no período, influenciados pela queda de 2,7% nos preços da gasolina e produtos relacionados à energia. Em contrapartida, os preços dos serviços subiram 0,3%, com destaque para o aumento de 1,2% nos serviços financeiros e de seguros, enquanto os custos de moradia avançaram 0,3%.
A renda pessoal dos consumidores cresceu 0,4% e os gastos aumentaram 0,2%, ambos acima das expectativas, indicando que o consumo ainda mantém ritmo elevado, pressão que pode dificultar a contenção da inflação pelo Fed.
Expectativa para decisões do Fed e reação do mercado
Os próximos passos do Fed ganham atenção especial dos investidores, que acompanham os dados em um cenário de inflação persistente acima de 2%. A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), marcada para 15 e 16 de setembro, tem 33% de chance de alteração da taxa de juros, com maior pressão para elevação em dezembro.
O discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, no simpósio anual de Jackson Hole, em Wyoming, na próxima sexta-feira, será acompanhado de perto para sinais sobre o rumo da política monetária. Desde que assumiu o comando, Warsh evita indicar claramente o caminho dos juros.
Após a divulgação do PCE, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram, enquanto as bolsas recuaram. As taxas dos títulos de 10 e 30 anos atingiram níveis máximos desde antes da crise financeira de 2007, refletindo a preocupação do mercado com a inflação, a dívida pública e o compromisso do Fed em controlá-la.
Na semana passada, o secretário do Tesouro americano anunciou medidas para ampliar recompras da dívida pública, mas o mercado mantém ceticismo quanto ao efeito dessa ação para conter a pressão sobre os rendimentos dos títulos.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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