Dólar sobe para R$ 5,20 em alta com impacto do Fed e ata do Copom
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Dólar sobe para R$ 5,20 em alta com impacto do Fed e ata do Copom
24 jun 2026

O dólar fechou em alta pelo segundo pregão consecutivo, atingindo R$ 5,20 nesta quarta-feira (24), o maior valor desde o final de março. O movimento reflete a valorização global da moeda americana, impulsionada pelas expectativas de alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, que tem mantido uma política monetária mais restritiva para conter a inflação.
Além disso, o mercado local reagiu positivamente à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que indicou a possibilidade de pausar o corte da taxa Selic, dependendo do cenário internacional. Essa sinalização trouxe alívio para os investidores, embora mantenha a incerteza sobre os próximos passos da política monetária brasileira.
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Impacto da política monetária nos mercados
A moeda americana acelerou a alta no Brasil especialmente após a ata do Copom, que reduziu o desconforto causado pela reunião anterior, na qual o Banco Central não mencionou os próximos movimentos para a Selic. A valorização do dólar está diretamente ligada à expectativa dos investidores de que o Fed manterá os juros altos por mais tempo, após dados econômicos americanos mais fortes que o esperado.
O índice Nasdaq, principal referência das ações de tecnologia nos EUA, recuou cerca de 2%, pressionado por realizações de lucros em ações de tecnologia e inteligência artificial. No cenário internacional, a cautela aumentou também com dados econômicos mais fracos na Europa e negociações envolvendo o petróleo, que fechou o dia em queda, pressionado pela possibilidade de aumento da oferta com flexibilização das restrições ao petróleo iraniano.
Movimentações no mercado brasileiro
No Brasil, o Ibovespa subiu 0,52%, encerrando a sessão aos 171.258 pontos. O avanço foi puxado por ações da Petrobras, bancos e empresas ligadas ao ciclo econômico. As taxas de juros futuros recuaram após a ata do Copom, contribuindo para a melhora na renda variável.
O dólar teve alta de cerca de 0,28% nesta quarta, com máxima intradiária de R$ 5,22. No mês de junho, a moeda americana já acumula valorização superior a 3%, mesmo com fluxo cambial positivo de US$ 8,2 bilhões no Brasil até a última sexta-feira (19), que inclui investimentos em comércio exterior e investimentos diretos e em carteira.
A queda nos preços do petróleo adiciona pressão sobre o real, dado que o Brasil é um exportador importante da commodity. O contrato do WTI recuou mais de 3%, ficando abaixo de US$ 70 o barril, enquanto o Brent também teve queda significativa.
Segundo analistas, o real tem sido afetado tanto pelo fortalecimento do dólar globalmente quanto pela rotação de investimentos em direção a países emergentes com maior exposição a setores relacionados à inteligência artificial. Assim, o dólar em patamares elevados reflete a combinação dos efeitos da política monetária internacional e das dinâmicas econômicas e comerciais locais.
Fontes
- Tribuna Pr
- ac24horas
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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