Gabriel Galípolo afirma que será necessário conjunto de medidas para conciliar juros baixos e inflação
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Gabriel Galípolo afirma que será necessário conjunto de medidas para conciliar juros baixos e inflação
9 jul 2025•Última atualização: 10 setembro 2025

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (9) que será necessário adotar uma série de medidas para conciliar a queda de juros com o controle da inflação no Brasil. Segundo ele, não existe uma "bala de prata" ou uma vitória rápida para resolver a situação.
Durante audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, Galípolo destacou que o caminho para a solução difere do Plano Real, que apresentou resultados em seis meses, e agora exigirá progresso gradual.
"Para a gente conseguir isso, diferente do caso do Plano Real — que foi possível com uma medida que foi a moeda indexada — nesse caso me parece que a gente vai precisar de uma série de medidas. Não vai ter bala de prata, não vai ter uma vitória por ippon", afirmou.
Manutenção da Selic em 15%
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 18 de junho, o BC decidiu por unanimidade manter o ciclo de alta da taxa básica de juros, elevando a Selic para 15% ao ano. A decisão foi justificada pelas incertezas na economia dos Estados Unidos, exigindo cautela pelos emergentes, como o Brasil.
Previsões e impactos futuros
Após essa alta, o BC indicou na ata do Copom que interromperá o ciclo de alta nos próximos meses. O comunicado ressaltou ainda que é cedo para avaliar os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o preço do petróleo e, consequentemente, sobre a economia nacional.
As próximas reuniões do Copom estão agendadas para 29 e 30 de julho.
Descumprimento da meta de inflação
Nesta terça-feira (8), Galípolo anunciou que enviará uma nova carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicando o descumprimento da meta de inflação para o mês de junho. Esta será a segunda carta enviada sobre o tema.
A meta fixada é de 3%, com uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, a inflação será considerada dentro da meta se variar entre 1,5% e 4,5%.
No período de 12 meses até maio, a inflação oficial acumulou 5,32%, excedendo o teto do sistema de metas. Para junho, a projeção do mercado é de IPCA de 0,27%, mantendo a inflação acima dos 5% acumulados em 12 meses.
De acordo com o relatório de política monetária divulgado na semana passada pelo BC, o IPCA deverá retornar ao intervalo da meta somente no primeiro trimestre de 2026.
Fonte:
- G1 Economia

Redação It's Money
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