Mercado imobiliário brasileiro registra recorde de lançamentos no primeiro semestre de 2025
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Mercado imobiliário brasileiro registra recorde de lançamentos no primeiro semestre de 2025
19 ago 2025•Última atualização: 10 setembro 2025

O mercado imobiliário brasileiro alcançou um recorde de lançamentos no primeiro semestre de 2025, acumulando 186,5 mil unidades, o maior volume desde o início da série histórica em 2006.
Esse número representa um aumento de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024, conforme dados da pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Além disso, as vendas imobiliárias também cresceram expressivamente no semestre, com alta de 9,6% frente ao ano anterior, totalizando 206.903 unidades comercializadas e movimentando R$ 123 bilhões no setor.
Apesar do ritmo acelerado, o mercado revela sinais de estabilidade, pois as vendas no último ano mantiveram-se entre 100 mil e 108 mil imóveis por trimestre, segundo análise do economista-chefe do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci.
Estoque e oferta final de imóveis
O estudo da CBIC também indica uma redução no estoque disponível, com queda de 4,1% na oferta final, que abrange as unidades remanescentes antes da entrega dos empreendimentos.
Ao final de junho de 2025, as ofertas finais totalizavam 290.086 imóveis, o que sinaliza menor volume de imóveis à disposição para venda no curto prazo.
No segundo trimestre, os lançamentos diminuíram 6,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024, somando 93.319 unidades, enquanto as vendas no período chegaram a 102.900 imóveis, movimentando R$ 68 bilhões.
Essa dinâmica confirma um mercado no qual o consumo se mantém mais aquecido que a oferta, registrando a menor taxa de escoamento dos últimos indicadores nacionais.
Alteração na participação do Minha Casa Minha Vida
Outro destaque do levantamento foi a inversão na participação do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) no mercado total.
A fatia do programa social diminuiu de 53% para 47% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025, cedendo espaço para imóveis voltados aos públicos de classe média e alta renda.
Em termos absolutos, os lançamentos de imóveis pelo MCMV cresceram 7,8% no primeiro semestre em comparação a 2024, com vendas avançando 25,8% e oferta final em alta de 5,7%.
Entretanto, no segundo trimestre, os lançamentos do programa caíram 15,5% na comparação anual, enquanto vendas e ofertas finais subiram 11,9% e 5,7%, respectivamente.
Segundo Petrucci, embora os bons resultados do MCMV no primeiro semestre tenham sido puxados pelo desempenho do primeiro trimestre, o programa poderá exigir novas adequações, diante da última atualização feita pela Lei nº 14.620, em julho de 2023.
Os dados supracitados refletem a movimentação do mercado imobiliário e fornecem subsídios para análise do setor no Brasil, aliado à necessidade de ajustes regulatórios que impactam programas sociais habitacionais.
Fontes: Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP).
Fonte:
- G1 Economia

Redação It's Money
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