Tesouro Direto: taxas recuam com expectativa de Selic a 14% em agosto
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Tesouro Direto: taxas recuam com expectativa de Selic a 14% em agosto
26 jun 2026

A prévia da inflação medida pelo IPCA-15 em junho, divulgada pelo IBGE, influenciou a queda das taxas dos títulos do Tesouro Direto. Esse movimento ocorre em um contexto no qual o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz se normaliza, fazendo com que os preços do petróleo retornem aos níveis anteriores à guerra.
Com isso, o mercado financeiro ajustou as expectativas em relação à taxa Selic. Atualmente em 14,25% ao ano, a maioria dos investidores passa a apostar em um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, prevista para agosto.
Expectativa de cortes futuros da Selic
Desde janeiro, o Copom já realizou três cortes na Selic, mas a aceleração da inflação nos últimos meses colocou em dúvida a continuidade desse processo de afrouxamento monetário. No entanto, os contratos de opções indicam que, caso a inflação continue desacelerando, o Banco Central terá espaço para promover novos cortes na taxa de juros, segundo a avaliação predominante no mercado.
Os contratos de opções funcionam como apostas em relação às decisões do Copom e influenciam diretamente a negociação dos títulos públicos. A recente queda nas taxas do Tesouro Direto reflete essa expectativa de queda da Selic diante dos dados de inflação e estabilização dos preços do petróleo.
Assim, os investidores acompanham atentamente os indicadores econômicos, especialmente os relacionados à inflação, que balizam as decisões do Banco Central para o ajuste da política monetária nos próximos meses.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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