Tesouro Direto: taxas dos prefixados disparam após tensão no Golfo Pérsico
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Tesouro Direto: taxas dos prefixados disparam após tensão no Golfo Pérsico
8 jul 2026

A escalada do conflito entre Irã e Estados Unidos no Golfo Pérsico nesta quarta-feira (8) provocou alta nas taxas dos títulos públicos brasileiros prefixados. O movimento ocorre em um cenário já delicado para a dívida federal, que enfrenta custos elevados e dificuldades em leilões recentes.
Em junho, as taxas dos papéis atrelados à inflação superaram o patamar de 8% de juros reais, cenário favorável ao investidor, porém, que aumentou o custo do endividamento público. Mesmo com esse retorno atraente, os leilões do Tesouro têm registrado volume menor de demanda, indicando maior resistência do mercado em absorver a dívida.
Impacto do cenário internacional e expectativa sobre taxa básica dos EUA
O conflito geopolítico no Golfo Pérsico tem influência direta sobre as taxas locais, pressionando a alta dos juros no Brasil. Além disso, hoje está prevista a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), que deve trazer mais clareza sobre a avaliação da autoridade monetária americana quanto ao desempenho da economia e possíveis ajustes na taxa básica de juros.
Grande parte do mercado projeta um aumento da taxa básica dos EUA em setembro, elevando o intervalo para entre 3,75% e 4% ao ano, conforme indica o CME FedWatch. Também há incertezas sobre a necessidade de uma segunda alta em dezembro, o que pode continuar influenciando as decisões dos investidores globais.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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